Carnaval de 2017

Sei que a postagem está atrasada, mas não poderia deixar em branco esse evento que é celebrado com muita alegria, animação e bom humor pelo nosso povo todos os anos! Carnaval já é cultura! Esse ano até drone teve para registrar imagens! Com o tema TropiCarnaval de Conde, o carnaval celebrou os 50 anos do movimento musical que rompeu e estremeceu a música popular e a cultura brasileira: o Tropicalismo.

E no terceiro dia de carnaval teve até banho de carro pipa, para refrescar o calor dos foliões.

Créditos : página da prefeituradeconde

O Prefeito entregando a chave da cidade ao Rei Momo, na abertura oficial do carnaval!

Imagens drone de Daniel Miller by página prefeituraconde

Blocos de Rua

A La Carmem Miranda

Bloco Infantil

Bandas que agitaram a praça e as ruas

Banho de mangueira pelo carro-pipa

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Nossas tradições sendo resgatadas!

O município de Conde há anos tem tradições religiosas e culturais que foram deixadas para trás ou esquecidas, exceto a do Padroeiro da cidade, Sr. do Bonfim. Agora com a nova administração (eleição do novo Prefeito) parece que essas tradições gradativamente irão ser resgatadas e que boa notícia essa, pois uma comunidade tem suas características próprias, sua cultura, história, tradição, jeito de ser!

A exemplo disso, dia 09 deste mês, o nosso município festejou ao Senhor Bom Jesus dos Navegantes, com a Lavagem da Igreja, no povoado da Siribinha, em uma bonita celebração. A festa, que é um sincretismo religioso onde se mistura o religioso e o profano, teve, entre as principais atrações, a apresentação de Grupos Folclóricos Siribeira e das Baianas do Terreiro do Pai Maciel da Vila. O cortejo contou ainda com a presença da Banda Capoeirada, comandada pelo Mestre Careca, que brindou a todos com uma apresentação de capoeira. O cantor Ediih Mulekii deu o tom final a tradicional Lavagem. Dias depois houve também a celebração religiosa, com missa na igrejinha local e procissão marítima, onde o andor com o Bom Jesus dos Navegantes foi levado em balsa a percorrer a Barra da Siribinha, para abençoar todos os pescadores e marisqueiros daquela região, pois do mar retiram os seus sustentos!

Crédito das fotos:  páginas do Prefeito Dudu Vieira e Marcia Batista (proprietária da Pousada e Restaurante Talismã)

  1. Lavagem

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Igreja Senhor Bom Jesus dos Navegantes – Siribinha

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Prefeito eleito, Dudu Vieira, Vice-Prefeito, Waltinho Cristal e o Secretário de Turismo, Cultura, Esporte e Lazer, Zironaldo Nunes

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2. Celebração religiosa e procissão marítima

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Interior da igreja.

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MAS O QUE É POBREZA, REALMENTE?

Pobre em que sentido? É assim que uma fotógrafa americana, Natalie Barbosa, radicalizada no Brasil, mais precisamente no Rio de Janeiro, começa a dá sentido ao que escreveu no seu blog a respeito de uma visita como turista, no ano de 2012, ao nosso paraíso encantado. A pobreza pode ser entendida em vários sentidos, principalmente:

Carência cogonal; tipicamente envolvendo as necessidades da vida cotidiana como alimentação, vestuário, alojamento e cuidados de saúde. Pobreza neste sentido pode ser entendida como a carência de bens e serviços essenciais.
Falta de recursos econômicos; nomeadamente a carência de rendimento ou riqueza (não necessariamente apenas em termos monetários). As medições do nível econômico são baseadas em níveis de suficiência de recursos ou em “rendimento relativo”. A União Europeia, nomeadamente, identifica a pobreza em termos de “distância econômica” relativamente a 60% do rendimento mediano da sociedade.
Carência Social; como a exclusão social, a dependência e a incapacidade de participar na sociedade. Isto inclui a educação e a informação. As relações sociais são elementos chave para compreender a pobreza pelas organizações internacionais, as quais consideram o problema da pobreza para lá da economia. (segundo definição da wikipedia)

Mas, na sua visita à Siribinha, ela encontrou a simplicidade sim, porém nos faz refletir quando pensarmos em “pobreza”. Assim ela disse no seu blog:

“Essas pessoas podem ser pobres nos nossos padrões societários, longe dos shopping centres, sem dinheiro para coisas supérfluas, mas e as coisas que elas já tem?

Morando numa área remota, longe da influência direta das propagandas dizendo o que os seus desejos devem ser, eu tenho certeza que isso muda o significado da palavra “pobre”.
Quase todas as casas lá possuem uma bela vista para o mar, abundância de mariscos frescos e frutas e legumes das terras ao redor.
Eles têm um clima tropical, vastas paisagens com florestas, campos, praias, rios e o mar para explorar e se apaixonar.

As pessoas desse pequenino vilarejo me surpreenderam com a sua honestidade e natureza humilde.
Existe muita pobreza no Brasil, mas essa foi a primeira vez que eu vi num nível tão acentuado. Muitas famílias tinham suas casas feitas de madeira e palhas de coqueiro, mas ainda assim tinham eletricidade e algumas até televisão.
Onde quer que eu fosse em Siribinha, crianças me cercavam, posando e sorrindo para minha câmera. Eu me tornei uma atração para eles, uma “branquela” Americana desbravando com sua câmera.

Um lugar sem internet ou sinal de celular = um local de relaxamento total. O ruído branco desaparece e é só você e a natureza, do jeito que deveria ser.”

crédito das fotos e texto final: blog nataliabarbosafotografia

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Foto by Natalie Barbosa

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Foto by Natalie Barbosa

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Foto by Natalie Barbosa

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Foto by Natalie Barbosa

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Foto by Natalie Barbosa

Técnicas diversas para capturar peixes

Além da agricultura, a pesca tem a sua força na região do Litoral Norte e a nossa cidade, Conde, está incluída nessa região.

É uma atividade que exige paciência, determinação e amor pelo mar. Atividade onde muitos homens tiram o sustento de suas famílias. Em jangadas ou barcos, a maioria usa instrumentos artesanais de pesca, da simples vara de pesca à tarrafa (rede arremessada à distância) e também de armadilhas para pegar siris, chamadas covos, são centenas delas espalhadas pelas margens dos manguezais, que são colocadas quando a maré está seca, com isca dentro, esperando a maré encher para cobri-las e assim os siris serem atraídos pelas iscas. Pescar com equipamentos rústicos é uma herança dos antepassados. A busca por alimentos tanto mobiliza homens como também mulheres, como veremos no vídeo.

Esses homens vivem das incertezas, pois tem dias que a expressão popular é certa “que o mar não está para peixe”.

Vejam nesse vídeo histórias de alguns pescadores da nossa região. Cliquem no link a seguir para ver o vídeo.

VÍDEO: PESCA NO LITORAL NORTE

 

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Enchente do rio Itapicurú – 2016

A postagem está um pouco atrasada, mas só para deixar registrado coisas e acontecimentos naturais comuns da região, que a população vivencia de tempos em tempos.

Depois de muitos anos e com toda a chuva que caiu nas cabeceiras do rio Itapicuru, suas águas vieram com toda a força novamente e inundou a cidade e arredores no mês de janeiro deste ano e a cidade ficou em estado de emergência até início de fevereiro. Muita gente perdeu bens materiais e muitas pessoas ficaram desabrigadas, tendo como abrigo as escolas municipais. Alguns moradores saíram da cidade para se abrigarem em locais mais altos, outras no entanto, decidiram permanecer, fazendo batentes com tijolos e cimento na entrada de suas casas. Os acessos a muitas áreas rurais ficaram destruídos, obrigando aos moradores ribeirinhos a utilizarem de todos os meios possíveis, e canoas ou pequenos barcos foram os meios mais utilizados.

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Vila de Pescadores e Marisqueiros

Daqui eles tiram sua subsistência. As localidades das Poças, manguezal da Siribinha e Sítio do Conde são de onde todo o marisco e peixe é trazido para a feira livre para ser vendido como produto do trabalho dos pescadores e marisqueiros da região. Alguns desses produtos também são escoados para fora (como camarões, por exemplo), porém a maioria é vendido para os restaurantes e pousadas locais. Vários são os instrumentos de trabalho, que caracteriza a pesca artesanal, desde a armadilha de pegar peixes pequenos e camarões (tipo covos, matapi), redes de alto mar, redes de arremesso, arpões até varas simples de pesca.

É um ecossistema diversificado que tem manguezais no distrito da Siribinha e resquícios de mata atlântica na praia de Poças. Os manguezais existem em regiões quentes e resultam do encontro das águas do rio com as águas do mar. Matéria orgânica em decomposição e argila formam os mangues. Os seres vivos deste ecossistema ajudam no equilíbrio ecológico e na subsistência humana: os famosos mariscos sururu (Mytella guianensis e Mytella falcata) e lambreta (Lucina pectinata) e o caranguejo (Cardizoma guanhumi).

“A gente tira o sururu do mangue, lava, cozinha e desfia, depois vendemos na feira. A lambreta nós tiramos com um cavador [ferramenta da construção civil que serve para abrir buracos] de uma a uma”, explica o pescador, marisqueiro e feirante Genildo Filho”.

A feira, que acontece todos os sábados no Conde, é uma forma de renda extra para algumas famílias (ou até mesmo é a única renda) e de se comprarem produtos a preços menores. Muitos marisqueiros e pescadores dependem da feira para o sustento de suas famílias, já que faltam restaurantes e uma estrutura para se vender pescados e mariscos para outras cidades. (crédito: bahianalupa)

Aqui algumas fotos:

Poças, vila de pescadores, com barcos pitorescos no rio das pedras:

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Casinhas de palha. Foto crédito: by wagaublogspot

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Casas de palhas de pescadores

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Crianças na vila de pescadores

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Vilarejo de pescadores

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Barcos de pescadores no rio

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Barco pitoresco

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Vilarejo

Siribinha, outra vila de pescadores e marisqueiros. Tem uma praça comprida e arborizada com casinhas coloridas e bucólicas, bares, restaurantes e pousadas, o mar aberto de um lado à vista de varandões e barracas rústicas de comida e bebida e, na parte interna, a oeste, o rio, o mangue e o píer. O “quadrado” repleto de coqueiros e amendoeiras e o piso de areia. A maioria das casas tem telhados em duas águas e aprazíveis varandinhas na frente, há espaço de sobra para nativos e turistas papearem nas portas das casas ou jogarem carteado sob as árvores, largadões e afáveis com quem chega.

Por essas paragens há menos intermediários no convívio com a natureza e com a natividade de pescadores, marisqueiros, barqueiros, tiradores de coco, pequenos comerciantes e prestadores de serviços,  e, claro, os turistas – em grande parte de cidades próximas –, todos bem servidos pela fartura e encantos da região. (crédito do texto: wagaublogspot)

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Praça da Siribinha. Foto crédito: wagaublogspot

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Vila de pescadores em Siribinha | Foto: Cadu Freitas/BnL

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Beira do Mangue. Foto crédito: wagaublogspot

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Manguezal. Foto by flickr bruno pita

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Pesca com rede de arremesso. Foto crédito: wagaublogspot

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Jangada, no Sítio do Conde. Outro meio de pesca.

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Praia do Sítio do Conde

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Pescadores no Rio Itapicuru, no Conde. Foto by Marcia Corina

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Marisqueira, no Rio Itapicuru em Conde. Foto by Márcia Corina

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Pescadores com redes artesanais, no Rio Itapicuru (Conde). Foto by Márcia Corina

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Colocando covo ou matapi, no rio Itapicuru, em Conde. Foto by Márcia Corina

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Covos ou Matapi.

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Catadores de carangueijos no mangue

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Sururu

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Chumbinho (marisco)

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Catado de marisco. Foto by Márcia Corina

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Carangueijo, sendo vendido na feira do Conde. Foto by Márcia Corina

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Lambreta (marisco), na feira do Conde. Foto by Márcia Corina

 

 

Turismo Sustentável

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O desenvolvimento do turismo deve basear-se em critérios de sustentabilidade, o que significa que deve ser ecologicamente suportável a longo prazo, bem como economicamente viável, e equitativo em termos éticos para as comunidades locais.

Aqui umas dicas para uma viagem mais ecológica:

1.Antes de Viajar: procurar saber mais sobre o destino interessado e buscar roteiros que permitam conhecer a cultura e as belezas naturais e vivenciar o ritmo local. Em casa, desligue tudo das tomadas antes de partir:  cafeteiras, computadores, celulares, secadores de cabelo e outros equipamentos eletrônicos, mesmo em estado de “stand by” pois eles continuam consumindo energia. Outra dica é montar uma mala inteligente (levar peças de roupas que combinem entre si e dar preferência àquelas que não precisam ser passadas, assim a quantidade de malas é reduzida e o consumo de energia também).

2. Local Ideal: prefira hotéis que fiquem próximos aos locais que deseja conhecer, assim economiza em transporte e diminui a emissão de poluentes. Tente não levar de casa nada que possa comprar no local em que visitará. Isso contribui com a geração de empregos, aumenta a renda dos moradores e valoriza os talentos locais.

Cada turista consome quase três vezes mais água do que a média dos residentes. 60% de consumo de água nos hotéis são ligados à hospedagem. Peça para trocar toalhas e enxoval no hotel se for realmente necessário, pois essa medida simples já economiza uma boa quantidade de água.

3. Limpeza: o primeiro cuidado está em recolher o lixo que é gerado durante o passeio. Se não tiver lixeiras por perto, o ideal é guardar os restos em uma sacola que pode ser usada como lixinho. É preciso ter cuidado para que as sacolas não voem, pois elas podem ser ingeridas pela fauna local, seja na praia, na floresta ou, até mesmo, na cidade. Outra sugestão é usar sacolas retornáveis.

Um alerta é para não enterrar e nem queimar o lixo produzido, trazendo-o de volta. Lixo na praia, além de poluir, pode machucar alguém ou prejudicar algum animal. Outra sugestão é levar uma garrafa reutilizável, evitando comprar garrafinhas de água, que geram mais resíduos.

4. Escolhas Saudáveis: opte por restaurantes que possuem práticas sustentáveis como medidas para reduzir o desperdício de alimentos, que ofereçam pratos preparados com produtos locais e sazonais. Outra dica é fazer o prato evitando desperdícios de alimentos. Desfrute do local (aproveite as frutas da estação, pois são mais gostosas e tem o melhor preço. Também experimente sucos das frutas típicas da região).

crédito: jardimdomundo

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Barra da Siribinha. Conde/Bahia

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Conde/Bahia

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Barra da Siribinha. Conde/Bahia